08 Março

quinta-feira, maio 27, 2010

Alguns contos de Helena Ortiz são de tirar o fôlego. A velocidade vertiginosa de que consegue dotá-los resulta da supressão primária de pontuações, conectivos e de tudo que poderia engordá-los. A ilusão de urgência torna-se homóloga àquela da sucessão ininterrupta de imagens, em vinhetas e videoclipes, mas só na rapidez. Em significado pode aproximar-se do fluxo de consciência, que buscava a representação do ponto de vista do indivíduo através do monólogo interior perdido, ou em conexão com outras ações. Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf, passeia pelas ruas de Londres desenvolvendo monólogo interior contendo personagens, tempos e espaços vários que fazem a estrutura do enredo. Nos contos vertiginosos de Helena o resultado é aturdir o leitor e despertá-lo para o mistério que está ali dentro, escondido, no turbilhão de palavras superpostas. É o caso de “Peluda”, um conto de meia página no qual, com pouquíssimos signos ou símbolos gráficos, conta uma bela história de amor entre uma mulher e seu gato e o prazer que os dois desfrutam em estar juntos. Gato real, mesmo, bichano de pêlo farto e sensualidade exaltada que se transmite ao texto sinuosamente, até molhar toda a página com o prazer que os dois desfrutam por estarem juntos, mulher e gato / gato e mulher, numa maravilhosa e farta, considerada transgressão, que deveria ser muito natural, pois que afinal somos todos animais. Tudo isto contado de um só fôlego, mas conservando a malemolência visceral dos felinos. Considero-o um dos contos mais eróticos que já li. Aliás, esse estilo descarnado de pingentes é a maneira dos cegos verem a realidade. E Helena, de certo modo, trabalha essa idéia como um depoimento sobre sua própria expressão literária, também veloz e instantânea, no conto a que deu o título de “Diagnóstico”, uma narrativa sobre alguém que, progressivamente estaria perdendo a visão. Ao contrário de Saramago, que mostra o drama coletivo vivido por uma sociedade de cegos, esta cegueira individual progressiva parece até uma benção, pois permite ao ser humano aprimorar novas formas de conhecimento da realidade e da sobrevivência. Uma circunstância que promove descobertas, até mesmo no processo criativo da literatura: “Nas retinas, o teclado permite certa contemplação para o único. Os olhos abertos não vêem as palavras, mas a clareza delas se espraia pelos dedos, pelos pulsos, impulsiona um exercício novo... Branco papel palavras precisas. Vão-se os acentos maiúsculas aspas travessões importa que escrevo e me entendes. O esforço não é mais para as palavras, que elas chegam claras e ainda são acariciadas ao som do dicionário. O esforço é a forma do registro. Hoje em dia você pode falar com o computador. Mas acontece que eu não falo. Escrevo.”

Não é um conto de amor, mas uma metáfora de recusa ao prosaico, ao banal da realidade de uma vida sem surpresas. Cultiva a clarividência a que se pode atingir através do escuro, da renúncia ao real, um dos enigmas que a autora persegue em sua trajetória poética.

Outro conto, desta vez não de amor, de terror, também representativo desse poder de transmitir o mistério que existe por detrás de palavras reunidas de maneira peculiar, invenção formal da narrativa de Helena, chama-se, não por coincidência, “Milagres”. O milagre da recuperação do amado perdido para a morte, e devolvido à vida pelo sonho, alucinação, fantasia ou coisa que o valha, maravilhosa sensação que transforma em natural um fenômeno impossível de acontecer no plano do real. É o que acontece à protagonista deste conto insólito, que concede ao leitor o privilégio de com ela compartir toda a alegria inicialmente desfrutada: quando ao abraçá-lo em pensamento, “primeiro como se fosse imaterial, mas na medida em que o ia acariciando se tornava cada vez mais palpável e nítido e de repente falou e então era como se fosse e até já era mesmo porque levantamos e começamos a viver nossa vida de antes.

Até que vieram as baratas.”

Deste momento em diante a narrativa transforma-se em legítimo exercício de terror e crueldade até o seu final , que não é muito longínquo, pois como todos os outros, o conto é curto e verossímil, e traz a marca de implacabilidade de muitas outras estórias de Helena Ortiz, uma contista que transfere para a prosa muito do seu estilo poético, curto, enxuto, mas profundo, não no que diz de maneira explícita, porque seu texto nunca é explícito, e nisto está a sua força. Em relances de clarividência atinge os mistérios que só podemos ver com olhos semicerrados. Assim como Sylvia Plath via a realidade sempre através de epifanias, milagres no ato de ver.

Márcia Cavendish Wanderley


Helena Ortiz é poetisa, contista, cronista, nasceu em Pelotas,  e formou-se em Jornalismo no Curso de Comunicação. Taquigrafa de profissão e desde cedo atuou no jornalismo escrevendo para jornais de Pelotas e depois Porto Alegre, para onde se mudou em 1985. Escreveu colunas para sManteve coluna de onde manteve colunas de crônicas. Tem oito livros publicados, organizou a antologia de poesia Sete Vozes e dirige a Editora da Palavra. Editou, de 1999 a 2005 o jornal impresso panorama da palavra, que seguiu virtual em www.panoramadapalavra.com.br e retornou em 2009 novamente impresso. Organizou durante cinco anos o Panorama da Palavra, evento de poesia oral do qual participaram cerca de 400 poetas, na Casa de Cultura Margarida Rey, em Copacabana, e depois no Teatro Candido Mendes, em Ipanema.

Organizou os concursos Panorama da Palavra – Prêmios Astrid Cabral e Marco Lucchesi e três recitais de poesia na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, em homenagem a Federico Garcia Lorca, Carlos Drummond de Andrade e Manoel de Barros, e inúmeros outros eventos em diferentes lugares do Rio de Janeiro.

Tem poemas publicados em várias revistas, jornais e sites de poesia e mantém o blog http://www.integradaemarginal.com/


Livros publicados:

Pedaço de mim (Ed. T& T, 1995)


Margaridas (Ed. Blocos, 1997)


Azul e sem sapatos (Ed. Blocos, 1997)


Em par (Ed. da Palavra, 2001)


Sol sobre o dilúvio (Ed. da Palavra, 2005)

Baseado em quê? 2009

O silêncio das xícaras (Ed. da Palavra, 2009)

Baseado em quê? Volume II

LANÇAMENTO
 
08/06/2010
Livraria Vanguarda
Rua Gonçalves Chaves, 374/2
(53) 3027-1234
  Pelotas/RS
Divulgação: Agência da Arte

quinta-feira, maio 20, 2010

Rio de Janeiro Panorâmico


Site em russo - clique no mapa na caixa de diálogo no canto superior direito e escolha os locais para visitar...
http://www.airpano.ru/files/brasil/rio/rio_airp_eng.html

quarta-feira, maio 19, 2010

Participe desta enquete,
vote ao lado.

sexta-feira, maio 14, 2010

Imagens atuais de invasores de Pelotas:


(Em breve atualização)

quarta-feira, maio 05, 2010

Defesa do Patrimonio Cultural

MANIFESTO PÚBLICO EM DEFESA DO PATRIMÔNIO CULTURAL EDIFICADO BRASILEIRO


ABAIXO ASSINADO


No momento em que o Excelentíssimo Senhor Deputado Federal Angelo Vanhoni, D.D. Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, realiza Audiências Públicas em todo o País acompanhado por técnicos do Ministério da Cultura para ouvir e receber as propostas da Sociedade Brasileira que possam aperfeiçor o Projeto de Lei nº 6722/2010, que institui o Procultura - Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura:

É oportuno trazer a público, o que não é novidade, mas relevado pelo Poder Público Brasileiro: o deplorável estado de conservação, que se encontra o nosso Patrimônio Cultural Edificado, em, absolutamente, todos os cantos deste País.

Mesmo sabendo de sua relevante importância, no contexto cultural, urbano, histórico, social, antropológico, paisagístico, ambiental, econômico e cívico…

Mesmo alertando sobre a importância que estes exemplares construídos, registro e memória material da história do saber fazer de nossos antepassados, da nossa evolução econômica e do nosso desenvolvimento urbano e social, além, é claro, da evidente impossibilidade de sua reconstituição, ainda assim, a sua destruição é implacável e, pior, absolutamente impune.

Quando a Sociedade Brasileira é consultada sobre a criação de uma Nova Lei de Incentivo à Cultura Brasileira, se descobre que justamente o Incentivo aos Projetos Culturais voltados à preservação e conservação do Patrimônio Cultural Edificado Brasileiro, aqueles que requerem profissionais altamente especializados, são de elevado custo, mas que resultam em benefícios eternos: cai de 100% para 80%.

Esta depreciação torna mais difícil a elaboração, captação e execução destes Projetos Culturais. Incentiva-se sim, a destruição total deste Patrimônio. Salvam-se os implacáveis interesses da especulação imobiliária. Alimenta-se a ignorância dos vândalos e apaga-se o pouco que nos resta de arte, de memória, de arquitetura, de beleza ambiental e daquilo que a mão humana e tecnologia nenhuma, jamais vai poder reconstruir.

É bom lembrar que não estão surgindo, já fazem dezenas de anos, novos mestres como Aleijadinho e seus aprendizes ou arquitetos como Auguste Grandjean de Montigny, que veio nos ensinar o estilo neoclássico com a Missão Francesa, a convite de D. Pedro II.

Este Manifesto Público Abaixo Assinado, tem a intenção de alertar a Sociedade Brasileira, às Autoridades Legislativas, o Ministério da Cultura, os órgãos de defesa, preservação e proteção do Patrimônio Cultura Edificado Brasileiro, para que sejam mantidos os 100% de Incentivo aos Projetos Culturais voltados para a preservação e conservação deste Patrimônio, além da criação de um Fundo para a Memória e Museus Brasileiros no texto da Nova Lei de Incentivo à Cultura, em nome da Memória e da História deste País.


Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6093

DIVULGUÉM!

terça-feira, abril 13, 2010

Para as empresas obterem 100% de desconto no IR

ATENÇÃO EMPRESÁRIOS


Se sua empresa deseja patrocinar eventos para execução de projetos culturais e obter 100% de abatimento no Imposto de Renda (I.R) devido na fonte e com direito a publicação em todas as peças publicitárias (TVs, Rádios e Jornais , banners e flyers), faça contato conosco, temos projeto aprovado que necessita de patrocinadores.

sexta-feira, março 26, 2010

Convite a Rede EmComun

Para Empoderamento de Comunidades Populares Solidárias
(Acesse http://openfsm.net/projects/rede-emcomun, registre-se neste espaço e assine o documento abaixo)

Preâmbulo
O Fórum Social Expandido das Periferias que aconteceu em fevereiro de 2010 no Loteamento Dunas – Bairro Areal, em Pelotas / RS/ Brasil, foi a ocasião de uma agenda de atividades locais múltiplas, entre as quais interconexões internacionais sobre os temas: ambiência e urbanismo / cultura e educação / comunicação e informação / saúde e proteção, em comunidades populares urbanas.

Alguns e algumas participantes desejaram prolongar as trocas realizadas escrevendo o documento abaixo, na forma de texto de referência com considerações, referências, caracterização, convites e encaminhamentos, que não pretende ser uma declaração de princípios, mas pelo contrário, um convite para ações políticas e pedagógicas, concretas e transformadoras.
Texto de Referência
Considerações
Nós, abaixo assinados(as) , moradores e moradoras e ativistas de comunidades populares, educadores e educadoras, pesquisadores e pesquisadoras de movimentos sociais urbanos de diferentes regiões do Planeta, compartilhamos as considerações e convites expressados neste texto.
Coletivamente e integrados(as), reconhecendo os conhecimentos / saberes locais, nós podemos contribuir para construção de uma cidade futura que seja justa, humanizada, unificada e agregadora.
Hoje, mais da metade da população do Planeta vive em territórios urbanos, onde notamos localmente o aumento das disparidades e das segregações. A globalização neoliberal vem transformando esses territórios e agravando a polarização sócio- espacial das aglomerações de moradias, que salientam o isolamento dos habitantes em comunidades populares (Bairros ou em Distritos), separados do restante da cidade por critérios econômicos, sociais e culturais.
Nos territórios de comunidades populares, a concretização dos direitos a moradia e o acesso aos serviços públicos de qualidade não são priorizados pelas políticas públicas.
Lutamos contra estes modelos de cidades fragmentadas, em centro e periferia, que provocam segregações em Distritos fechados ou em Bairros periféricos, afastados das benfeitorias públicas próprias das áreas centrais.
Além de cidades, queremos “sociedades urbanas” que valorizem suas comunidades, que respeitem as diversidades culturais, que protejam a vida e criem condições igualitárias de convivência, superando a polarização centro - periferia.
Mais amplamente, almejamos um modelo societário que garanta o direito à moradia e ao uso dos espaços da cidade para todas as pessoas, como também ao acesso aos serviços públicos urbanos de qualidade.
Desejamos prestar atenção ao uso na nossa linguagem cotidiana de palavras que veiculam concepções coloniais, neoliberais, centralistas e autoritárias. Por exemplo, questionamos a idéia de Observatórios Sociais e sugerimos que se substituam por Transformatórios Sociais.
Referências
Este texto parte das nossas diversas experiências transformatórias dos territórios locais. Consideramos através delas que:
· A participação dos habitantes em movimentos autônomos, nas comunidades populares, é um primeiro passo para o fortalecimento de ações pedagógicas nesses territórios, transformadoras do modelo discricionário atual.

· Os debates em seminários e palestras, em assembléias populares, em fóruns sociais, em manifestações artísticas ou em oficinas culturais, permitem o aumento de auto-estima e o desenvolvimento de autonomia, favorecendo e fortalecendo poderes locais transformadores, que aproximam as diversas linguagens, reconhecem e valorizam as diferentes culturas.

· Durante estas reuniões, as interconexões, participações e intervenções a distancia, pela internet com outros atores no mundo, possibilitam trocar relatos de nossas experiências e encontrar apoios mútuos, colaborativos e solidários. Além disso, facilita o direito de qualquer pessoa de saber experiências planetárias e conviver com outras pessoas através de intercâmbios coletivos e individuais a distancia, por meio da Internet, superando barreiras linguisticas e territoriais.

· O manejamento coletivo de internet permite também contribuir como facilitadores para realizar desde as comunidades populares praticas de interconexões, encontros e seminários com outros lugares do mundo, praticar uma capacidade de atuação a distancia nos processos coletivos internacionais e assim “deslocar o centro e a periferia”, para um processo não mais uniterritorial e não mais expandido, mas policêntrico.

Caracterização
Além de nossas experiências particulares, desejamos compartilhar com outros atores e atrizes locais e processos sociais em curso para construirmos uma Rede EmComun participativa, colaborativa, solidária, facilitadora e protetora da vida.
A Rede EmComun caracteriza-se como um espaço internet tendo este texto como referência. Considera-se que as pessoas que assinam o texto aderem a este espaço e se consideram identificados com os princípios e com as dinâmicas do Fórum Social Mundial.
A Rede EmComun é um espaço de trocas de experiências e de geração de iniciativas entre grupos de participantes nas áreas de ativismo descritas no Manifesto.
A Rede EmComun não e uma "rede-entidade" com porta vozes ou representantes, quer dizer que qualquer participante pode falar da rede ao exterior dela para explicar a sua natureza e comentar sobre os conteúdos dos textos de referencia. Então, para evitar polarizar este espaço e gerar problemas, ninguém pode tomar posições sobre outros assuntos "em nome da Rede EmComun" que não constem neste texto de referência.

Convites
· Convidamos moradores e moradoras de comunidades populares, ativistas sociais, educadores e educadoras, pesquisadores e pesquisadoras, estudantes de ensino médio e universitários(as), e militantes de movimentos e organizações populares, identificados com os princípios e com as dinâmicas do Fórum Social Mundial, a assinarem este convite e se integrarem na Rede EmComun.

· Convidamos atores e atrizes presentes no Fórum das Autoridades Locais de Periferias (Rede FALP), para apoiarem, nos eventos do FSM:

1) as sustentabilidades presenciais de delegados de associações e de movimentos de comunidades populares, com atuações autônomas em processos sociais urbanos em suas cidades;

2) as infraestruturas comunitárias necessárias para realização de interconexões, via equipamentos, dispositivos de Internet e capacitação de recursos humanos, viabilizando a grupos organizados de suas comunidades populares realizarem intercâmbios com grupos de diferentes lugares do Planeta.

· Convidamos também grupos universitários, sindicatos de trabalhadores, pessoas e organizações solidárias da sociedade civil, para colaborarem na criação e expansão de Universidades Populares, baseadas em paradigmas que reconhecem inteligências criativas pouco escolarizadas, valorizam conhecimentos / saberes populares (não acadêmicos), e respeitam as diversidades culturais. Queremos fortalecer outros paradigmas de mérito intelectual, que não sejam os baseados na titulometria, mas nas iniciativas criativas individuais e coletivas, nas experiências culturais locais, nos métodos participativos, nas práticas colaborativas e solidárias, nas atitudes protetoras da vida e nos processos auto-gestionários sustentáveis de comunidades populares.

· Convidamos especialmente organizadores de fóruns sociais a realizarem seus eventos amigáveis à participação a distância de coletivos de comunidades populares, que não dispõem de recursos financeiros para subsidiarem delegados. Além da transmissão ao vivo e on line pela Internet, facilitar as interconexões e intercâmbios á distância entre pessoas presentes nos respectivos territórios (de cada evento) com grupos de comunidades populares reunidas em diferentes lugares do Planeta.

Encaminhamentos
Durante o ano de 2010, queremos difundir este Convite a Rede EmComun, nos eventos do FSM e mais alem.
Queremos convergir presencialmente e a distância para o Fórum Social Mundial, em janeiro de 2011, no Dakar, para fazer visíveis as experiências de empoderamento local das comunidades populares, com vistas à construção de cidades e metrópoles solidárias e protetoras da vida, como dimensão de outro mundo possível.
*repassando

quinta-feira, março 04, 2010

Bloquear Telemarketing

Procon-RS tem 12.613 telefones cadastrados para bloqueio do telemarketing


25/02/2010

Desde o dia 15 de dezembro, primeiro dia de funcionamento do serviço de bloqueio do telemarketing, no site do Procon-RS, link “Não Perturbe”, até o dia 25 de fevereiro, 7.658 consumidores cadastraram 12.613 linhas telefônicas (cada pessoa pode registrar mais de um número).

O consumidor pode cadastrar, sem custo, até três números de telefones fixo ou móvel, do RS, que estiverem em seu nome. Após 30 dias da inscrição, as empresas ficam proibidas de ligar, a não ser que tenham autorização por escrito (o padrão para essa autorização também está disponível no site). Call-centers que descumprirem a lei estão sujeitos à multa de R$ 10 mil.

Pesquisas de satisfação pós-venda poderão continuar a ser feitas, bem como cobranças, desde que sejam feitas para o próprio consumidor, o que não pode é oferecer produtos e serviços, diz o Procon. O consumidor poderá retirar seus números do cadastro quando quiser.

Segundo a Anatel, existiam, em 2009, 13 milhões de telefones móveis e fixos no Estado.

Outros serviços no site

No espaço disponibilizado pelo Procon, o consumidor (pessoa física) poderá, além de bloquear ou desbloquear linhas telefônicas, registrar reclamação contra alguma empresa que tenha desrespeitado o bloqueio.

O fornecedor pode acessar os números que não podem mais receber ligações com ofertas de produtos ou serviços. No site do Procon-RS, no ícone “Não Perturbe”, as empresas podem se cadastrar e, assim, realizarem a consulta (os demais dados dos consumidores serão mantidos sob sigilo). As empresas de outros estados também ficam proibidas de efetuar ligações para os números bloqueados.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Carnaval

Qual a origem do Carnaval?
Questinamentos: por que o carnaval todo ano cái em um dia diferente?

Logo pensamos no Brasil. No entanto, esta festa tem início nos cultos agrários da Grécia, antes de Cristo, nos anos de 605 a 527 a.C. Com o surgimento da agricultura, os homens passaram a comemorar a fertilidade e produtividade do solo. Assim, nos anos antes de Cristo, o carnaval era considerado um evento pagão.

O carnaval pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja Católica adota a festa em 590 d.C.

Com a chegada do cristianismo, a festa passou a ser regida pelo calendário lunar. Até hoje o ano litúrgico, o mesmo utilizado pela Igreja Católica, é que determina quando deve ser realizado o carnaval. A data do carnaval variará com o dia em que será comemorada a Páscoa, que também é uma data variável, pois varia de acordo com a fase da lua cheia.


A Igreja então instituiu a liberdade para comer carne durante quatro dias seguidos, fazendo com que os católicos criassem um nome para tal festividade: a "carnevale". A "carnevale", também conhecida como festa da carne era uma espécie de preparação para a chegada da quaresma. Período em que os critãos celebravam uma data importante dentro do calendário religioso.

Durante os quatro dias da "carnevale" os cristãos comiam carne como uma forma de despedida deste alimento, porque em seguida ficariam quarenta dias (os quarenta dias da quaresma) sem comer carne, como forma de penitência e preparação para a Páscoa.

Hoje em dia a Igreja prescreve a abstinência de carne e o jejum, neste período após o Carnaval, apenas na Quarta-Feira de Cinzas. Aliás, a Igreja Católica só pede aos fiéis dois dias de jejum e abstinência de carne: na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa.

Enfim, permanece a pergunta: o católico deve ou não comemorar o carnaval? O católico pode comemorar o carnaval, desde que respeitando os princípios cristãos, sem se entregar aos excessos permissivos tão difundidos em nossos dias. Afinal de contas, a alegria deve ser uma característica de todo católico.

(texto redigido com base no artigo postado em: http://noticias.cancaonova.com)
pesquisa: Rejane

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

ACHEI UM CÃO

Amantes dos animais, achei um cachorro linguiça, entre Amarante e Padre Felício quem o perdeu favor ligar para 53-9105 1159 c/ Rejane. Não poderei ficar com ele por muito tempo minha cachorra é muito ciumenta.
Informem aos amigos, por favor!

sábado, janeiro 30, 2010

Porto Alegre, desrespeito.

Fachada do Mercado Público de Porto Alegre, após a construção de acesso ao Trensurb.
Crime ambiental.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Mobilização/doença crônica

Mobilizados via internet, os pacientes de lúpus pedem o apoio da comunidade para que liguem no número 0800612211, escutem uma gravação e digam que querem aprovar a aposentadoria para lúpus que está no PLS: 467 Ano: 2003. “Este não é um problema só da Cláudia, muitas pessoas convivem com isso, por isso é importante ajudar”, finaliza, dizendo que a lei pode ser uma esperança para quem espera pela aposentadoria pela doença.
PS. eu realizei o cadastro e participei, é só aguardar falar com a atendente, ligação gratuíta.
Sobre o Lúpus:

http://www.jornalminuano.com.br/noticia.php?id=33051&data=&volta=
http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/12/18/saude-geriatria/lupus-eritematoso-sistemico/
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?277
SAÚDE DOS PORTADORES DE DOENÇAS CRÔNICAS



1.As Secretarias Municipais de Saúde, com a cooperação técnica e financeira do Ministério da Saúde e das Secretarias Estaduais de Saúde, devem implementar a Atenção Integral à Saúde aos Portadores de Doenças Crônicas em todas as Unidades e Serviços de Saúde. Devem estimular e incentivar a implantação de Programas de Internação Domiciliar (PID) e Atenção Domiciliar (PAD), com a participação de Equipes Multiprofissionais, garantia de infra-estrutura de apoio domiciliar, recursos diagnósticos e terapêuticos adequados, atendimento às intercorrências clínicas e internação hospitalar, quando necessário, promovendo o uso mais racional dos recursos hospitalares e favorecendo a "desospitalização" de doentes e profissionais. Devem garantir o acesso dos portadores de doenças crônicas a todos os equipamentos, tecnologias e insumos necessários à sua Saúde.


2.O Ministério da Saúde deve regulamentar, urgentemente, os procedimentos de hemodiálise e de transplantes, desenvolvendo-se intensa fiscalização em todos os níveis do Sistema de Saúde, com ampla participação dos Conselhos de Saúde.


3.Os Gestores do SUS devem ampliar e qualificar as ações destinadas à atenção, à prevenção e ao tratamento dos portadores de insuficiência renal crônica, com aumento da oferta de serviços, abertura e reativação de leitos públicos, aumento da capacidade de realizar transplantes, capacitação de recursos humanos, criação e manutenção de ambulatórios especializados em regiões com indicadores epidemiológicos de maior prevalência, com sistema de referência e contra-referência. Devem, ainda:


1.Fiscalizar o tratamento adequado da rede pública de abastecimento de água, bem como das soluções de hemodiálise, com o uso de filtros absolutos;


2.facilitar o acesso aos procedimentos de hemodiálise, inclusive aos Usuários de regiões mais distantes;


3.assegurar que esses serviços não sejam controlados por grupos cartelizados, promovendo a substituição progressiva dos serviços privados contratados por serviços públicos, sob a fiscalização dos Conselhos de Saúde e dos representantes dos Usuários.


4.O Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde devem garantir:


1.aos portadores do vírus HIV e doentes de AIDS o atendimento integral pelo SUS, inclusive a cobertura ininterrupta dos medicamentos necessários, acesso aos exames diagnósticos e recursos terapêuticos necessários (casas de apoio, hospital-dia, leitos em hospitais gerais), bem como apoiar os projetos de organizações não-governamentais de luta contra a AIDS. Devem implementar campanhas permanentes de prevenção à AIDS/HIV para o público em geral e também para populações específicas mais expostas ao riscos, bem como realizar uma Conferência Nacional sobre AIDS;


2.o atendimento integral aos portadores de Hemofilia e doenças afins, inclusive tratamento domiciliar e acesso aos serviços e unidades especializados;


3.o atendimento integral aos portadores de deficiência do hormônio do crescimento;


4.o atendimento especializado à saúde, bem como defender benefícios previdenciários específicos, ao segmento populacional dos albinos, principalmente aqueles trabalhadores da área rural, que ficam mais expostos aos raios solares ou impossibilitados de labutar pelo seu sustento;


5.o atendimento integral aos doentes de Diabetes e Hipertensão em todos os Serviços e Unidades de Saúde;


6.o atendimento integral aos portadores de doenças crônicas do fígado, inclusive com ações e serviços especializados;


7.políticas e programas de transplantes de órgãos mais acessíveis para os portadores de patologias crônicas que possam se beneficiar desse recurso, de acordo com os preceitos constitucionais e a legislação do SUS;


8.a implementação de uma política voltada para a erradicação da Hanseníase até o ano 2000, incluindo o desenvolvimento de recursos humanos para facilitar a aproximação dos Trabalhadores de Saúde e Usuário, prevendo uma atuação no campo da reabilitação e reintegração, em articulação com sindicatos, ONGs, CONASEMS, etc;


9.uma estratégia específica para atenção à anemia falciforme, que contemple as suas características ligadas à etnia negra.
 
créditos:
http://www.datasus.gov.br/cns/REL10/ATENCAO_I.htm

Estatuto do Idoso, do transporte

CAPÍTULO X



DO TRANSPORTE


Art. 39. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços regulares.
 
§ 1.º Para ter acesso à gratuidade, basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade.



§ 2.º Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo, serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos, devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos.


§ 3.º No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos, ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo.


Art. 40. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á, nos termos da legislação específica:


I - a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos;


II - desconto de 50% (cinqüenta por cento), no mínimo, no valor das passagens, para os idosos que excederem as vagas gratuitas, com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos.



Parágrafo único. Caberá aos órgãos competentes definir os mecanismos e os critérios para o exercício dos direitos previstos nos incisos I e II.


Art. 41. É assegurada a reserva, para os idosos, nos termos da lei local, de 5% (cinco por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados, as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso.


Art. 42. É assegurada a prioridade do idoso no embarque no sistema de transporte coletivo.
 
Créditos:
ESTATUTO DO IDOSO
Série E. Legislação de Saúde

1.ª edição

6.ª reimpressão
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Brasília – DF
2005

segunda-feira, janeiro 25, 2010

IPVA (IMPRIMA E GUARDE NO CARRO)



Olha a gente perdendo o Direito por não utilizar.


JUSTIÇA VOLANTE E RESTITUIÇÃO DE IPVA.


(VALE A PENA SABER E DIVULGAR).

O novo número da JUSTIÇA VOLANTE: é 08006442020.

Sabe aqueles acidentes de trânsito chatos, discussões sobre de quem é a culpa, etc & etc.. Há um serviço público chamado Justiça volante. Se você se envolverem acidente de trânsito, ligue 0800-644-2020.


São cinco viaturas equipadas com Juizado de pequenas causas, e, oficialmente, todo mundo sai de dentro da Van como se tivesse saído de um tribunal.

Parece que o serviço está prestes a acabar simplesmente porque ninguém liga. Ninguém conhece. Transmita para quem puder, e guarde o número em seu celular.

IMPORTANTE SABER E REPASSAR AO MÁXIMO.

Gostaria muito que esta informação chegasse ao máximo de pessoas que você conhece Este é o tipo de informação que 'é direito do povo', mas que o povo não sabe!

Fora que esse dinheiro com certeza deve ir para o bolso de alguém, se não for, deve ajudar de alguma forma negativamente para quem tem veículos furtados ou roubados!


SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA: RESTITUIÇÃO DO IPVA



Você sabia que quem teve seu veículo furtado ou roubado pode solicitar a restituição do IPVA proporcional ao período em que não fez uso do veículo?

Pois é... É o tipo de informação que o governo não divulga. Por que será? Só fiquei sabendo por que tenho um amigo que trabalha na Secretaria da Fazenda e, ao ficar sabendo que uma amiga nossa teve um veículo roubado, orientou que ela procurasse os seus direitos.

Veja 'Artigo 4., Lei N.. 8.115 de 30 de dezembro de1985 '

Par 6. - A dispensa do pagamento do imposto, na hipótese dos parágrafos 4 e 5. (veículo roubado ou furtado), no exercício em que se verificar a ocorrência, desonera o interessado do pagamento do tributo proporção do número de meses em que o titular do veículo não exerceu direito de propriedade e posse e, os casos de furto ou roubo, enquanto esses direitos não forem restaurados.


Par 7. -Nos casos de veículos furtados ou roubados, sempre que forem restaurados os direitos de propriedade e posse violados, o contribuinte deve comunicar o fato, imediatamente e por escrito, à Fiscalização de Tributos Estaduais (art.12 par 2.).


Então, se você conhece alguém nessa situação, repasse esse e-mail.


Pelo menos a pessoa pode amenizar um pouco o prejuízo além de exercer o seu direito. A solicitação de restituição do Imposto deve ser feita na Secretaria da Fazenda, Guichê do IPVA.

Seria bom repassar isto ao máximo número possível de pessoas para seu benefício.
 
(repassando divulgação)

segunda-feira, dezembro 28, 2009


Essa pergunta foi a vencedora num congresso sobre vida sustentável.

"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos... Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Se concordar, passe este mail aos seus amigos!

É urgente mudar!

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa e recebe o exemplo dos seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

divulgando/repassando

sábado, dezembro 26, 2009

Quem viaja deve ler este email.


CHAVES MAGNÉTICAS DE HOTÉIS

Alguma vez já se perguntou o que está armazenado nas chaves magnéticas (que se assemelham aos cartões de crédito) dos hotéis? Veja a resposta e mude seus hábitos:

a. Nome do hóspede

b. Endereço parcial do hóspede

c. Número do quarto do hotel

d. Datas do check-in e ckeck-out

e. Número do cartão de crédito, e sua data de validade, do hóspede!

Quando você as devolve na recepção, suas informações ficam lá disponíveis para qualquer funcionário com acesso ao 'scanner' do hotel. Ou ainda, um funcionário pode levar um monte delas para casa e, utilizando um aparelho de 'scanner' magnético, ter acesso às suas informações e sair gastando pela internet.

Simplificando, os hotéis não apagam as informações das chaves magnéticas até que um novo hóspede faça uso delas, quando suas informações sobrescreverão as do antigo hóspede. Mas até que a chave seja re-utilizada, ela fica, geralmente, na gaveta da recepção com as suas informações nela!

Resumindo:

Guarde com você suas chaves magnéticas, leve-as para casa ou as destrua. Nunca as deixe no quarto, no lixo do banheiro e NUNCA as devolva para a recepção quando estiver fazendo o check-out. Os hotéis não podem cobrar pelas chaves (é ilegal) e você terá certeza de que não estará deixando um monte de informações pessoais valiosas que podem ser facilmente acessadas, e utilizadas, com um 'scanner' magnético.

Pela mesma razão, se você chegar ao aeroporto e descobrir que ainda está carregando a chave com você, não a jogue nas cestas de lixo.

Leve-a para casa e a destrua com uma tesoura, cortando principalmente a faixa magnética nas costas da chave.

Informação: Departamento Policial Federal

Por favor rapasse para amigos e familiares*

Profº. Gledson Barreto

FHFE - FTC E

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Bento XVI é derrubado por mulher durante Missa do Galo


O reverendo Ciro Benedettini, porta-voz do Vaticano, disse que uma mulher burlou a segurança local e derrubou o papa Bento XVI enquanto ele caminhava pelo corredor principal da Basílica de São Pedro para começar a Missa do Galo. Segundo ele, o sumo pontífice, de 82 anos, levantou-se rapidamente e sem ferimentos após o incidente, retomando o caminho em direção ao altar da Basílica. Benedettini disse que a mulher que empurrou o papa foi presa pela polícia do Vaticano. Ela também teria derrubado o cardeal Roger Etchegaray, que foi levado ao hospital.
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segunda-feira, dezembro 21, 2009

Internet por energia elétrica

TENDE MISERICÓRDIA DE NÓS

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Grande Hotel

Grande Hotel
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